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segunda-feira, 7 de abril de 2014

O QUE FOI A PAZ DE VESTFÁLIA?


            Foi a assinatura de 1648 de acordos internacionais que colocaram fim a Guerra de trinta Anos, que devastou a Alemanha. O acordo alterou o mapa geográfico político e serviu de base para a ideia de Estado Soberano que temos hoje. A paz estabelecida por esses tratados perdurariam até a Revolução Francesa em 1789. Como resultado da Paz de Vestefália a Holanda obteve independência da Espanha, a Suécia ganhou o controle do Mar Báltico e a França foi reconhecida como a mais importante potencia da Europa Ocidental.



            Os Habsburgos que reinavam nos Estados austríacos, não possuíam mais do que uma autoridade simbólica na Alemanha, estilhaçada em mais de 350 principados de maior ou menor tamanho todos ciosos de sua independência. Na conferência de Vestefália era a primeira vez que sentavam na mesa os grandes Estados, respeitando-se o princípio da soberania de cada um.




            Não se tratava mais como na Idade Média de uma cristandade unida por uma fé, comum sob a alta autoridade de um soberano pontífice. Cada monarca passou a ser o chefe dentro de suas fronteiras inclusive em matéria religiosa

domingo, 6 de abril de 2014

AS RELAÇÕES INTERNACIONAIS. MODELOS E INTERPRETAÇÕES.


Algumas abordagens explicativas sobre as Relações Internacionais foram sendo desenvolvidas a partir dos principais acontecimentos mundiais que envolveram os Estados. Desde o início da humanidade que os povos vêm se comunicando e se relacionando, muitas vezes como aliados e, infinitas vezes, como inimigos, usando os conflitos armados como a única forma de resolver pendengas. A guerra, então, transformou-se no mecanismo mais adequado para demonstrar hegemonia e poder.



A partir da 1a Guerra Mundial, as nações vencedoras procuraram encontrar fórmulas que garantissem a paz mundial, tentando criar mecanismos que garantissem a não-beligerância como único caminho para solucionar divergências entre as nações.



Como consequência dessa guerra, e em função do desenvolvimento tecnológico bélico proporcionado pelo conflito e pelo seu envolvimento geográfico em escala mundial, percebeu-se a necessidade de se conhecer melhor esse fenômenos, o que levou ao maior interesse pela disciplina das Relações Internacionais.



Isso não quer dizer que os fenômenos internacionais não fossem estudados antes, mas, como as relações anteriores envolviam poucos países e eram concentrados basicamente no continente europeu, as primeiras manifestações sobre o assunto tratadas a partir da “Paz de Westphália”, em 1648, quando foram tratadas as primeiras discussões sobre paz e guerra e estabeleceu-se um sistema baseado no direito internacional com à soberania dos Estados.



O estudo das Relações Internacionais reflete a necessidade específica das sociedades compreenderem a realidade externa no processo de interação entre os diversos atores, acontecimentos e fenômenos da atualidade. Estão concentrados na interpretação dos fenômenos que extrapolam as fronteiras dos Estados.




Por sua natureza, o estudo das Relações Internacionais está associado ao campo das Ciências Sociais, com grande inter-relação entre a ciência política, economia, história, direito e ciências sociais de modo geral. É portanto, uma matéria multidisciplinar e não uma ciência exata.