domingo, 6 de abril de 2014

AS RELAÇÕES INTERNACIONAIS. MODELOS E INTERPRETAÇÕES.


Algumas abordagens explicativas sobre as Relações Internacionais foram sendo desenvolvidas a partir dos principais acontecimentos mundiais que envolveram os Estados. Desde o início da humanidade que os povos vêm se comunicando e se relacionando, muitas vezes como aliados e, infinitas vezes, como inimigos, usando os conflitos armados como a única forma de resolver pendengas. A guerra, então, transformou-se no mecanismo mais adequado para demonstrar hegemonia e poder.



A partir da 1a Guerra Mundial, as nações vencedoras procuraram encontrar fórmulas que garantissem a paz mundial, tentando criar mecanismos que garantissem a não-beligerância como único caminho para solucionar divergências entre as nações.



Como consequência dessa guerra, e em função do desenvolvimento tecnológico bélico proporcionado pelo conflito e pelo seu envolvimento geográfico em escala mundial, percebeu-se a necessidade de se conhecer melhor esse fenômenos, o que levou ao maior interesse pela disciplina das Relações Internacionais.



Isso não quer dizer que os fenômenos internacionais não fossem estudados antes, mas, como as relações anteriores envolviam poucos países e eram concentrados basicamente no continente europeu, as primeiras manifestações sobre o assunto tratadas a partir da “Paz de Westphália”, em 1648, quando foram tratadas as primeiras discussões sobre paz e guerra e estabeleceu-se um sistema baseado no direito internacional com à soberania dos Estados.



O estudo das Relações Internacionais reflete a necessidade específica das sociedades compreenderem a realidade externa no processo de interação entre os diversos atores, acontecimentos e fenômenos da atualidade. Estão concentrados na interpretação dos fenômenos que extrapolam as fronteiras dos Estados.




Por sua natureza, o estudo das Relações Internacionais está associado ao campo das Ciências Sociais, com grande inter-relação entre a ciência política, economia, história, direito e ciências sociais de modo geral. É portanto, uma matéria multidisciplinar e não uma ciência exata.

sábado, 5 de abril de 2014

ENGLISH REVIEW


Aprenda a conjugar o verbo irregular TO BE (Ser/estar)

I
am
You
are
He/she/ it
is
We
are
You
are
They
are

Formas abreviadas do verbo TO BE

Como você sabe, I am é abreviado frequentemente na língua falada para I’m.


I’m from Scotland.

Da mesma forma o A de are é abreviado através do apóstrofo e assim temos you’re, we’re e etc.


you’re from Wales- você é do país de Gales. 


We’re Welsh- Nós somos gauleses.

E is é abreviado ‘S.


How’s going
My name’s Bill


Verbos no Presente Simples (Present Simple)

Quando os verbos do presente simple são completamente regulares! Para he, she, it, acrescenta-se um S à forma do infinitivo.


she lives in a small town. (to live) 

para outras formas é ainda mais simples: infinitive e present simple são idênticos.


 we live in America. (to live)

Fazer perguntas.

Para se fazer perguntas se precisa geralmente do verbo auxiliar to do (fazer):


Do you live in Great Britain? 


Where do you come from? 
Como você já viu do auxiliar do não é usado quando o verbo principal é o verbo TO BE

Is she American?
Where are you from?

Do- does
O verbo do na 3 pessoa é levemente irregular. Em fez de um S acrescenta-se ES à forma de infinitivo.

Does he live in America?
Does she come from New Zealand?

Negação do DO.

Para negar uma frase se usa to do como verbo auxiliar e a palavra not:

I do not speak French.
She does not come French.

Na língua falada do not e does not são geralmente abreviados para don’t e doesn’t. O  apóstrofo ‘ substitui o de not.

I don’t speak italian.
She doesn’t come from Italy.







A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL (1822).


Com a expulsão dos franceses, após a derrota de Bonaparte, Portugal passou a ser dirigida por ingleses, sob total tirania. Em 1820, eclodiu um movimento revolucionário na cidade do Porto, cujas reivindicações eram: Retorno imediato da família real; Fim do Estado absolutista; Juramento pelo monarca de uma constituição; Fim da inversão brasileira e retorno a uma situação de colônia.



Ameaçado de perder o trono real, em 1821, D. João VI viu-se obrigado a retornar a Portugal, mas, contrariando a ideia de que o rei era pouco inteligente, ele deixou aqui seu filho Pedro, nomeado regente do Brasil, para que este conduzisse o processo de independência que, a esta altura, já era irreversível.



A situação política e econômica do Brasil se agravou D. Joao VI partiu esvaziando os cofres brasileiros, fazendo aumentar as hostilidades entre brasileiros e portugueses. O parlamento portugueses, por sua vez, contra o protesto dos Deputados brasileiros, aprova uma serie de medidas que determinavam a recolonização do Brasil.



As pressões internas se acumulavam: havia um clima de conspiração e de apoio às revoltas emancipacionistas- as elites temiam uma revolução popular, sobretudo um levante de escravos e negros libertos e, principalmente a aristocracia temiam o retorno à situação de colônia porque isso significava o fim da liberdade comercial.



O contexto internacional também era favorável a uma ruptura das instituições coloniais. A nova doutrina econômica o liberalismo, condenava as práticas intervencionistas do mercantilismo e defendia o fim do pacto colonial e a liberdade do comercio. A Inglaterra tinha interesse direto no desfecho da situação porque desejava continuar tendo acesso ao mercado brasileiro.



Pelos interesses que estavam em jogo, a independência já era uma questão de tempo, e, agora, tratava-se de não perder o controle da situação. Assim, a elite latifundiária, o regente e seus aliados mais próximos e os próprios representantes dos capitais ingleses se aliaram para conduzir o processo de independência.



Em abril de 1821, teve inicio a negociação para definir as bases em que se organizaria o Estado Brasileiro. Participaram desse acordo os portugueses que eram favoráveis a independência, representantes das camada médias da sociedade, membros da aristocracia rural, o futuro imperador e até negociantes ingleses.



O outro lado, as cortes de Lisboa exigiam o retorno de D. Pedro a Portugal. Ao decidir, no dia 9 de janeiro de 1822, que ficaria, o regente deixou claro que havia optado pelo rompimento com Portugal. A parcela da elite que ainda se encontrava indecisa para apoiar a independência desde que a mudança política não alterasse profundamente a estrutura socioeconômica.



As classes ricas, portugueses e brasileiros, temiam a instalação de uma republica que poderia significar a participação das demais classes nas decisões de poder, por isso defenderam, na sua maioria, a fórmula da monarquia constitucional sob o comando de D. Pedro que era o herdeiro do trono português.



Em maio de 1822 D. Pedro instituiu o cumpra-se (as leis portuguesas só teriam validade no Brasil com a anuência do Regente), em julho foi convocada a realização de uma assembleia nacional constituinte. Em agosto foi assinado um manifesto dirigido as nações amigas, anunciando uma independência que manteria o Brasil como reino irmão de Portugal. A elite portuguesa que vivia no Brasil tinha assegurado sua permanência sem riscos a sua vida e seu patrimônio; a elite agrária brasileira tinha garantido a liberdade do comércio conquistada em 1808, além da manutenção da concentração de terras e da escravidão. Os representantes do capitalismo inglês continuariam a ter acesso privilegiado ao mercado brasileiro. Para o restante da sociedade nada mudou.



O processo nos mostra que o acontecimento de 7 de setembro de 1822 foi bastante irrelevante, uma vez que a independência já estava definida em nome das classes proprietárias. Com a independência a ordem econômica seria preservada, a escravidão mantida. A nação independente continuaria subordinada a economia colonial, passando do domínio português a tutela britânica. A fachada liberal construída pela elite europeizada ocultava a miséria e a escravidão da maioria dos habitantes do país. Conquistar a emancipação definitiva da nação, ampliar o significado dos princípios constitucionais seria tarefa relegada aos pôsteres.